
Chove na cidade.
A agua resmunga pelas calhas
forma poças, enxurradas,
chove,
chove,chove sempre...
Desde toda a eternidade.
Às vezes um pé-de -vento
chicoteia na vidraça,
fecho a janela, sopro,
e o vidro embaça.
Desenho no vidro:
uma flor,
uma careta.a careta sou eu.boto a língua pra tal chuva
e ela aumenta, de pirraça...
A alegria choraminga pelos cantos,
roupas pingam no varal
e diz mamãe "ah, essas horas..."
Da janela olho a rua,
meu Deus, quanta agua!
Pingos dançam sobre as casas
qual mentira mal contada...
Penso no campo.
A goleira, três paus com tristeza dentro,
poças d'agua pelo centro
onde atacam dois fantasmas...
-Penalti-ruge o vento.
-È a tua-devolve a agua...
E a chuva cai não ouve nada!!!
adorei você e a poesia
ResponderExcluiroxe mas esse poema nem dela e
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